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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ypióca, uma Paixão Brasileira!

História

A empresa surgiu com a vinda de Dario Telles de Menezes de Portugal em 1843, que não teve sucesso, logo após sua morte, deixou de herança todos os procedimentos de fabricação e consumo para Gabriela de Moura Araújo, tornando-se a produtora e consumidora total do produto. Fixou residência em Maranguape onde montou uma pequena destilaria que abastecia as bodegas da cidade. Em 1968 a Ypióca foi a primeira empresa a exportar cachaça para a Alemanha.

Segundo a própria empresa o nome Ypióca vem do tupi-guarani e significa "terra roxa", uma alusão ao tipo de terra que é extremamente fértil e propícia para o cultivo da cana-de-açúcar.


A empresa mantém o Museu da Cachaça na primeira unidade fabril, onde tudo começou, em Maranguape.

A família Telles de Menezes desembarca em 1843 no Ceará e logo adquire uma propriedade a 38 km da capital e a 6 km da Vila de Maranguape, entre a serra da Aratanha e a de Maranguape. local conhecido pelo nome de Ypióca, que em tupi-guarani significa terra-roxa. Os primeiros cultivos estavam dando prejuízo e Dario Telles de Menezes resolveu produzir cachaça, já que havia trazido de Portugal um pequeno alambique com a capacidade de produção de 30 litros por dia. Inicialmente, em 1844, foi preparado, utilizando-se apenas enxada, um hectare para o plantio da cana. Em 1846 foi destilado o primeiro litro de cachaça Ypióca.

Escravos foram substituídos em 1885 por trabalhadores livres, três anos antes da Abolição dos Escravos. Embora só viria a falecer em 1904, a propriedade é transferida para o filho Dario Borges Telles em 1895. A primeira providência no novo presidente foi adquirir moenda horizontal de ferro fundido, em substituição à vertical de madeira e logo depois inicia o envasamento da Ypióca em garrafas de vidro de 600 ml. Dario casa-se em 1903 com Eugênia Menescal Campos. Vindo a falecer em 1911, sua esposa, Dona Eugênia, assume a direção da empresa e desenvolve o primeiro rótulo da Ypióca.

Paulo Campos Telles, filho mais velho de Dario e Eugênia, aos 14 anos foi morar em Fortaleza para continuar os estudos. Durante o dia era balconista em uma loja de ferragens e estudava à noite, visitando a Ypióca nos fins de semana. Percebeu que a situação da empresa não ia bem e resolveu abandonar os estudos e ajudar. Sua primeira providência para implementar o faturamento foi preparar e vender toras de madeira, uma vez que os fogões eram movidos a lenha. O empreendimento foi um sucesso, tanto que logo já estava vendendo madeira até em Fortaleza. Este novo empreendimento permitiu liquidar todas as dívidas e ainda sobrava algum dinheiro em caixa. As áreas de onde tinham cortadas as árvores foram logo sendo plantadas com mais cana de açúcar. Em 1931 a produção de cachaça chegou a 120.000 litros, um recorde. Foi eleito prefeito de Maranguape em 1936 e em 1941 casa-se com Maria Augusta Ferreira, sendo que o filho, Everardo Ferreira Telles, nasceu em 1943. O casal teve também uma filha, Maria Eugênia Ferreira Telles. Em 1949 havia 30 produtores de cachaça em Maranguape e em 1996 apenas a Ypióca.

Paulo Campos introduziu outras inovações como a embalagem em litro, revestida com palha de carnaúba e com bico conta gotas. Além da distribuição de lenha também criou gado e cultivou arroz, feijão e milho tanto para o consumo como para venda. Durante a II Grerra Mundial abastece com frutas e legumes o exército norte americano sediado na Base Aérea do Pici, em Fortaleza. A primeira exportação oficial de cachaça do Brasil, em 1968, foi também efetuada durante sua gestão. Faleceu em 1978.

Em 1970 Everardo Ferreira Telles, que se formara como engenheiro agronônomo, assumiu a direção do grupo como representante da 4ª geração da família a administrar a empresa. Foi iniciada a criação de frango para corte e em 1978 a de gado, sendo que depois foram incluídos ovinos, caprinos e suinos. Além de inaugurar novas destilarias na década de 1980, diversificou o campo de atuação e na década de 1990 implantou uma fábrica de papel e papelão em 1992, utilizando como matéria prima bagaço de cana e papel reciclado em Pindoretama-CE e também inaugurou empresa de engarrafamento de água mineral em 1993, a Naturágua, localizada em Lagoa Redonda, Fortaleza. Em 1996 inaugurou fábrica de garrafas PET e PVC. Em seguida implantou a BRFish, atuando na cadeia produtiva de tilápia com a capacidade de produção de 60 toneladas/mês de tilápia, 4.000.000/mês de alevinos e 1.000 toneladas/mês de ração extrusada.
Em 28 de maio de 2012, a empresa de bebidas britânica Diageo, comprou a marca Ypióca por R$ 940 milhões.

O museu
Inaugurado no mês de agosto de 2000, o Museu da Cachaça, que está localizado na cidade cearense de Maranguape, e instalado em um casarão que data de 1851, onde funcionou a primeira unidade fabril da YPIÓCA, disponibiliza um acervo considerável de mapas, documentos, fotos, filmes, maquinário, equipamentos agrícolas, tonéis de bálsamo, apresentados com recursos audiovisuais e cênicos de última geração, que contam a saga da marca YPIÓCA.



O Museu da Cachaça é hoje um centro de referência da história da aguardente no Brasil. Uma das maiores atrações do museu é o “maior tonel do mundo” (foto abaixo) registrado no Guinness World Records, e construído de forma tradicional com tábuas de madeira que se encaixam sem cola, todas devidamente presas por cintas de metal. Sua capacidade é de 374 mil litros (o segundo do mundo na Alemanha tem capacidade para 234 mil litros) o que corresponde a 31.160 caixas com 12 unidades de 1 litro da cachaça, ou, sob a ótica dos bebedores, 7.166 milhões de doses. Outra atração é um pequeno engenho no qual se pode ver o caldo da cana-de-açúcar sendo usado na produção de rapadura, puxa-puxa, alfenim e pequeno alambique artesanal produzindo cachaça. Aos sábados e domingos, funciona um restaurante com comidas típicas. Na loja, com projeto lembrando os armazéns antigos do século XIX, podem ser adquiridos vários produtos, a exemplo da YPIÓCA 160 (cachaça com malte), o barril de madeira em miniatura e o chocolate com cachaça. Atualmente o museu já recebeu mais de 120 mil visitantes de todas as partes do mundo, que estão disseminando a mística da YPIÓCA para muitos e muitos milhões de pessoas.




Cachaça Ypióca Gold 960ml


Armanzenada em tonéis de bálsamo, possui as características típicas dessa madeira.
Ideal para ser degustada ao natural.
Ypióca é a cachaça mais tradicional do Brasil. Fundada em 1846, Ypióca está em todo território nacional e é exportada para mais de 40 países.
Entre os principais ingredientes desta pioneira aguardente, estão requinte, tradição e rigor relacionado a qualidade.


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